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SIESI Informa - Abril 2017

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O caminho é feito de grandes “batalhas”...

Falar claro e criar resultados para os trabalhadores é o que nos move!

O SIESI sempre assumiu – e esse tem de ser a base que sustenta o nosso objetivo central - que os trabalhadores das Lojas (e dos CallCenters) efetuam um trabalho imprescindível para a EDP, tendo substituído trabalhadores daquela empresa, com direitos conquistados pela sua luta ao longo de mais de quatro décadas, através do recurso a “prestadores de serviços” onde o salário mínimo ou pouco mais e algum prémio, aqui ou  acolá, é o pagamento de um trabalho de qualidade e de exigências crescentes a todos os níveis, dando a cara e o melhor da sua capacidade todos os dias pela e para a EDP.

Por isso a nossa luta, interpretando o sentimento dos nossos associados e, de certeza, a esmagadora maioria dos trabalhadores, é inequívoca: o direito a um tratamento que se equipare aos trabalhadores EDP, única forma de se poder integrar os quadros daquela empresa e acabar com o negócio do trabalho precário, o qual é uma fonte de rendimento para empresas (EDP e Prestadores de serviços) à custa de todos nós e do nosso trabalho e esforço a troco de patacos. A isso chama-se: ganhar a vida de forma fácil à das vidas difíceis!

E nós?

Os trabalhadores na nossa opinião, acima expressa, e a sua razão e reivindicações não têm contestação possível. O ser EDP mantém-se e as greves marcadas para o dia 5 de Março, com uma reserva para 12, caso seja necessária. É obvio que se trata de um objetivo difícil, pois é o pôr fim a um negócio de intermediários que compram barato e vendem caro o nosso trabalho. Por isso, não poderíamos reclamar que apenas queríamos o que a EDP e as empresas entendessem como justo, fosse num caderno de encargos ou noutro lado qualquer. Queremos o que é devido por direito, sermos parte da discussão do valor e não alvos das “migalhas que se dão como se fossemos “pombos” (com o devido respeito pelos bichos).

Afinal, EDP falou das “condições” e responsabilidades!

Face ao ”famoso” assunto do “caderno de encargos” e suas percentagens para os trabalhadores, o que se falava “baixinho” que existia, mas não se conhecia e que a EDP dizia, mas não assumia e outras extrapolações, o SIESI exigiu que a situação fosse clarificada dado que o que se dizia ser verdade, mas a nós era dito que não, não importava dizê-lo, mas teria de o ser assumido.

Esta situação, bem como um amplo movimento dos trabalhadores das Lojas, obrigou a que numa reunião realizada ontem, pelas 17 horas, com a Administração das Soluções Comercias, a propósito de um problema de reorganização daquela, a empresa tivesse de, formalmente, assumir que a vária informação que corria sobre este assunto,  nomeadamente quanto ao ter afirmado em qualquer reunião com alguma entidade  sindical que o caderno de encargos dispunha algo sobre o assunto e, muito menos  quaisquer valores, não correspondia à verdade.

No entanto, como esta questão se tornou em algo que não podia ser para uns verdade e outros não, a EDP, clarificando definitivamente a questão que tínhamos solicitado, assumiu que, de facto, existia uma disposição naquele que colocava a necessidade de serem no mínimo observados valores de 10, 20 e 40% acima do salário mínimo nacional, nomeadamente quanto aos assistentes, segundas-linhas e chefias, respetivamente, o que teria como referência o salário base e não aquele somado com  outros valores que resultassem de fatores discricionários ou condicionados a outros  motivos (prémios).

Assumiu, ainda, que tal situação iria ser transmitida aos prestadores de serviços para  que não subsistissem dúvidas. Aliás, era o mínimo que poderia fazer, pois deixou que a situação fosse andando e os trabalhadores serem prejudicados no pouco que já  recebiam

Como em tudo nisto não existem “santos”, esta situação só foi possível pela nossa determinação, apoiada nos trabalhadores, de ser necessário por fim a esta “telenovela” de uns dias sim e outros não!

E agora?

Para o SIESI, os trabalhadores são soberanos e a sua vontade sobrepõem-se a qualquer argumento que não seja coletivo, pois o Sindicato são os sócios. Mas, entendemos que esta situação é um facto que deve ser imediatamente cumprido e aprofundada a situação, para que sejam tratadas todas as situações anómalas, com base no incumprimento do agora assumido, para que possam ser corrigidas em concreto e não de acordo com o que cada empresa quer, e continuar o caminho para que se ganhem outras “batalhas” até ao objetivo final; ser EDP!

Mais, há que ver o que se passa com o que anteriormente teria eventualmente de ser pago, a considerar esta situação, agora concreta, valores dos quais foram espoliados.

A luta marcada para dia 5 continua a ser totalmente justa, dado não se resumir a questões pontuais, mas a um fim muito coerente e de inteira justiça. Mas, a nossa responsabilidade cresceu, considerando que há hoje uma situação de partida com variantes não conhecidas e não tratadas na sua plenitude, até porque outras subsistem. Não podemos ter qualquer margem para mostrar que não sabemos o que queremos e que estamos unidos por algo que é comum!

O SIESI, como sempre, está disponível para todos os esclarecimentos complementares e  para iniciar, desde já, um trabalho que permita continuar a construir o futuro com  passos que são visíveis nos bolsos e permitam aproximar-nos do que todos nós  entendemos ser inevitável.

Não temos mais para mostrar. Mostramos trabalho, resultados e o falar verdade para que seja isso o aferidor da nossa atividade e não o que resulte de quaisquer outras razões que só cada um que as profere pode “confessar!

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28 de Fevereiro de 2018

A Direção

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