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20170623CartaReivindicativaTrabalho por Turnos sintese 1

PETICAO PRECARIEDADE 250

SIESI Informa - Abril 2017

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EDP! LUCROS MILIONÁRIOS!

Em dia de apresentação dos resultados alcançados pelo Grupo EDP no ano de 2017 importa esclarecer alguns números e factos que a administração tenta ocultar.

A EDP tem, ao longo dos últimos anos, acumulado resultados líquidos sempre acima de 1.100 milhões de Euros totalizando nos últimos seis anos mais de 7.000 milhões de euros dos quais os accionistas já levaram mais de 3.300 milhões na sua quase totalidade para o exterior do País.

 

Os resultados que serão hoje apresentados deverão ser ainda superiores aos de 2016 pois nos primeiros 9 meses de 2017 o resultado líquido era já bem superior ao de todo o ano de 2016.

Esta administração tem mantido para si, elevados salários e prémios chorudos, como é do conhecimento público. Basta lembrar o salário obsceno do Presidente do CA, Dr. António Mexia, que recebe cerca de 2,5 milhões de euros por ano seguido pelo Presidente do Conselho Geral de Supervisão, Dr. Eduardo Catroga que leva mais de 500 mil euros e dos restantes membros do CA que juntos ultrapassaram nos últimos anos os 50 milhões de euros.

Também é sabido, especialmente pelos consumidores, que o preço praticado na energia é um dos mais caros da Europa, mesmo o mais caro se levarmos em linha de conta as diferenças de nível salarial, e que nos últimos anos teve um substancial aumento mesmo antes de aplicadas as taxas e impostos legais.

ENTÃO E OS SALÁRIOS?

Enquanto isto, a administração da EDP vai apostando numa crescente precarização do trabalho, com recurso cada vez maior a empresas prestadoras de serviços, desde o atendimento telefónico nos “Call Centers” até à reparação de avarias na casa dos consumidores, passando pelas poucas lojas que mantém abertas e pela entrega do atendimento a “agentes”, a quem não é dada formação nem meios para um atendimento especializado. É nossa convicção que aqueles que são, todos os dias, o rosto e a voz da EDP junto dos consumidores deveriam integrar os quadros da Empresa.

Por outro lado, nas mesas negociais, a administração tenta forçar os trabalhadores a assinar um aumento irrisório, com a desculpa de que o negócio está mais difícil devido à falta de chuva e de vento que permitam produzir energia a custo mais baixo e ao quadro regulatório que lhe cobra “demasiados impostos”. E então os lucros apresentados?

Exigimos que a administração da EDP assuma a sua responsabilidade como gestora de uma empresa consciente do seu papel na sociedade e tenha em conta a realidade económica do último ano, repondo e melhorando os salários dos seus trabalhadores.

Não podemos admitir outra atitude por parte da Administração e não iremos ficar de braços cruzados.

A Direcção da Fiequimetal