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 Uma jovem trabalhadora da Tempo Team despedida em Dezembro do ano passado foi reintegrada em Junho deste ano, tendo recebido os todos os vencimentos entretanto vencidos. Foi o SIESI - Sindicato das Indústrias Eléctricas - que confirmou a falta de motivo justificativo consistente para o despedimento e colocou um processo em tribunal visando a reintegração da trabalhadora.  A Tempo Team pertence ao grupo multinacional Randstad, multinacional holandesa especializada em fornecer “trabalho flexível” a outras empresas. Os seus trabalhadores são jovens, na maioria mulheres e muitas licenciadas (cerca de 1500 em duas unidades afectas à EDP).

 

A trabalhadora agora reintegrada tinha recebido uma carta, em 14 de Dezembro do ano passado, comunicando-lhe a cessação do seu contrato a termo incerto, dado ser “desnecessária, em virtude do motivo que tinha justificado a sua contratação”. Ora o contrato diz textualmente que “durará pelo tempo necessário à prestação do serviço”. Pois bem, a prestação do serviço à EDP mantinha-se, pelo que, considerou a jovem, havia qualquer coisa que não batia certo. Vai daí foi ao Sindicato.

O SIESI confirmou a falta de motivo justificativo consistente para o despedimento e colocou um processo em tribunal visando a reintegração da trabalhadora. O caso, porém, nem chegou a julgamento. Na audiência de partes que realiza antes, para tentar a conciliação, a advogada da empresa, confrontada com a razão da jovem e os argumentos técnico-jurídicos do Sindicato, acordou a reintegração da trabalhadora e o pagamento dos ordenados entre Dezembro e Junho.

Os serviços da Tempo Team adstritos aos contratos com a EDP, situam-se em instalações na Quinta do Lambert, no Lumiar, e no Edifício Explorer, no Parque das Nações (onde labora a visada), ambas em Lisboa.

As trabalhadoras da Tempo Team são conhecidas um tanto impropriamente como as meninas dos call centers da EDP, apesar das suas funções serem muito mais vastas. Com efeito, fazem todo o atendimento aos consumidores da empresa eléctrica (avarias, contratos, facturas, reclamações e outros pedidos), entre várias outras tarefas internas. Ganham uma média mensal próxima dos 600 euros, quando, se pertencessem ao quadro da EDP, empresa que representam e de quem são a voz junto dos consumidores, ganhariam mais do dobro.

Neste quadro, o SIESI exige o fim da política de entrega de actividades próprias e imprescindíveis da EDP a empreiteiros, com o único fim de poupar nos salários e tornar o trabalho precário. O Sindicato considera que este pessoal deve ser integrado nos quadros da empresa eléctrica.