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Greve e concentração no grupo Alfasom |
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Os trabalhadores do grupo Alfasom, de capital maioritariamente espanhol e que se dedica a actividades audiovisuais, com sede na Amadora, vão paralisar uma hora no dia 16 de Junho e recusar trabalho para além do horário normal até dia 29 de Junho. A greve abrange as empresas Alfasom, Tecniáudio, Tecnilaser e Ultralink, num conjunto de cerca de 200 trabalhadores. Durante a paralisação, das 17,30 às 18,30 horas, os trabalhadores concentram-se frente às instalações da empresa que dá nome ao grupo.
As formas de luta a realizar, decididas em plenário, têm por objectivo exigir o cumprimento da lei em matérias que têm a ver com a retribuição dos trabalhadores – já de si baixas e, na maioria dos casos, sem actualização há quase três anos. Entre as ilegalidades mais flagrantes contam-se a falta de pagamento do trabalho prestado das 22 às 24 horas, nocturno, já integrado no tempo de descanso diário dos trabalhadores, que a administração procurou fazer crer que estava abrangido pela isenção do horário de trabalho. Os trabalhadores exigem também que o trabalho suplementar prestado depois das 24 horas, cumulativo com a retribuição por trabalho nocturno, seja calculado com base no salário hora, segundo a lei, e não dependendo de valores definidos arbitrariamente pela administração. Outras reivindicações são a atribuição de descanso compensatório por trabalho suplementar, o pagamento da isenção do horário de trabalho nas retribuições das férias e respectivo subsídio e o pagamento de diuturnidades aos trabalhadores administrativos. Os trabalhadores pretendem, ainda que sejam regulamentadas as categorias, carreiras, salários e condições de deslocação, de molde a que cada trabalhador conheça o seu percurso profissional, o que tem a fazer e aquilo a que tem direito.
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